Benefício do INSS
Pensão por morte: quem tem direito, valor e quanto tempo dura
Benefício pago à família de quem faleceu. Os prazos e a prova da união estável fazem muita diferença no resultado.
Resposta rápida
A pensão por morte é paga aos dependentes do segurado que faleceu: cônjuge ou companheiro(a), filhos menores de 21 anos ou com deficiência e, na falta deles, pais ou irmãos. O falecido precisava ter qualidade de segurado ou já ser aposentado. Pedindo em até 90 dias do óbito (180 dias para filhos menores de 16), o pagamento é feito desde a data da morte.
Quem são os dependentes
A lei divide os dependentes em três classes. A existência de alguém de uma classe exclui as seguintes:
- Cônjuge, companheiro(a) e filhos menores de 21 anos, ou de qualquer idade se inválidos ou com deficiência intelectual, mental ou grave. Enteado e menor sob tutela equiparam-se a filho, comprovada a dependência econômica.
- Pais, desde que comprovem que dependiam economicamente do filho.
- Irmãos menores de 21 anos ou inválidos/com deficiência, também com prova de dependência econômica.
Para a primeira classe, a dependência é presumida: não é preciso provar que o falecido sustentava a família.
Requisitos
- Óbito (ou morte presumida declarada judicialmente);
- Qualidade de segurado do falecido na data da morte, ou direito a alguma aposentadoria já adquirido;
- Condição de dependente de quem pede.
A pensão não exige carência. Porém, o número de contribuições e o tempo de casamento ou união influenciam na duração para o cônjuge.
Um ponto muitas vezes esquecido: se o falecido estava sem contribuir, mas doente e incapaz antes de perder a qualidade de segurado, é possível provar que ele teria direito a um benefício por incapacidade, garantindo a pensão à família.
Valor da pensão por morte
Para óbitos a partir de 13/11/2019 (Reforma da Previdência), o valor é uma cota familiar de 50% da aposentadoria que o falecido recebia, ou daquela a que teria direito por incapacidade permanente, mais 10% por dependente, até o limite de 100%.
Exemplo: viúva com dois filhos menores recebe 50% + 30% = 80% do valor de referência. Quando um filho completa 21 anos, a cota dele não é redistribuída. Se houver dependente inválido ou com deficiência grave, a pensão é de 100% até o limite do teto do INSS. Nenhuma pensão é inferior a um salário mínimo quando é a única renda formal do dependente.
Quanto tempo dura a pensão para cônjuge ou companheiro
Se o falecido tinha menos de 18 contribuições ou o casamento/união tinha menos de 2 anos, a pensão dura apenas 4 meses (exceto se a morte foi por acidente ou doença do trabalho). Cumpridos esses requisitos, a duração depende da idade do(a) viúvo(a) na data do óbito:
| Idade do cônjuge na data do óbito | Duração da pensão |
|---|---|
| Menos de 22 anos | 3 anos |
| 22 a 27 anos | 6 anos |
| 28 a 30 anos | 10 anos |
| 31 a 41 anos | 15 anos |
| 42 a 44 anos | 20 anos |
| 45 anos ou mais | Vitalícia |
Para filhos, a pensão vai até os 21 anos, salvo invalidez ou deficiência.
Pensão por morte na união estável
Desde 2019, a lei exige início de prova material da união estável produzido nos 24 meses anteriores ao óbito; só testemunhas não bastam. Servem, por exemplo:
- Certidão de nascimento de filho em comum;
- Comprovantes de mesmo endereço em nome dos dois;
- Conta bancária conjunta, plano de saúde ou seguro com o companheiro como dependente;
- Declaração de imposto de renda, ficha de internação ou certidão de óbito com o nome do(a) companheiro(a) como declarante.
Perguntas frequentes
Qual o prazo para pedir a pensão por morte?
Para receber desde a data do óbito, o pedido deve ser feito em até 90 dias. Para filhos menores de 16 anos, o prazo é de 180 dias. Depois disso, a pensão é paga a partir da data do pedido.
Qual o valor da pensão por morte depois da Reforma?
50% do valor da aposentadoria do falecido (ou da que ele teria por incapacidade permanente) mais 10% por dependente, até 100%. Se houver dependente inválido ou com deficiência grave, o valor é integral.
A pensão por morte é vitalícia?
Para o cônjuge ou companheiro, é vitalícia quando ele tinha 45 anos ou mais na data do óbito, o falecido tinha pelo menos 18 contribuições e a união durava pelo menos 2 anos. Abaixo dessa idade, a duração varia de 3 a 20 anos.
Como provar união estável para receber pensão por morte?
Com pelo menos um documento produzido nos 24 meses antes do óbito, como comprovante de endereço comum, filho em comum, conta conjunta ou declaração de dependente, somado a testemunhas quando necessário.
Posso receber pensão por morte e aposentadoria juntas?
Sim. Desde a Reforma de 2019, o benefício de maior valor é pago integralmente e o outro sofre um redutor por faixas. Pensão e aposentadoria podem ser acumuladas, com esse ajuste.
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